
As precauções que você deve ter com sua escova de dentes não são apenas lavá-la em água corrente e secá-la. É preciso cuidado redobrado com o material de higiene oral, porque qualquer descuido pode levar a um acúmulo de micro-organismos, que vão prejudicar a saúde bucal. Por isso, listamos dez dicas que vão ajudá-lo a proteger sua escova.
Não deixe as escovas expostas no ambiente, mas, ao mesmo tempo, coloque-as em lugares com ventilação, que permitam oxigenação, troca de ar e secamento. “Deixar as escovas molhadas em embalagens hermeticamente fechadas faz com que haja proliferação de bactérias, porque a água restante entre as cerdas vai aquecer e propiciar o desenvolvimento de micro-organismos”, explica profissional.
Depois da escovação diária, coloque sua escova sob água corrente e bata-a levemente na pia para retirar o excesso. Respingue um pouco de antisséptico bucal sobre a escova e guarde-a para ventilar.
Deixar sua escova em contato com outra pode ser um risco à saúde bucal. O toque pode criar uma ponte de transmissão de bactérias de um produto para outro. Dentista ressalta que esse cuidado deve ser dobrado se a pessoa estiver escovando os dentes em ambientes coletivos. “Nesses casos, principalmente, evitar que as escovas se encostem. Sempre guardá-las individualmente.”
Um modelo de escova mais simples e básico não acumula tanta sujeira. “Isso facilita também na hora da escovação, trazendo mais conforto para a pessoa”, acrescenta profissional.
Recomenda-se o uso capinhas para proteger a cabeça da escova. Essa capinha deve ser limpa também, diariamente. O procedimento é basicamente o mesmo que o da limpeza da escova: lavar com água corrente e aplicar antisséptico bucal.
Apesar do risco ser pequeno, conforme profissional afirma, o ideal é que a pessoa monitore se está com problemas de sangramento gengival. Mesmo que seja mínimo, o sangue pode ficar retido entre as cerdas, o que facilita a entrada das bactérias e sujeiras no organismo novamente, a partir do próximo contato com a escova.
É importante lavar e enxaguar a escova antes do uso para retirar os resíduos de antisséptico bucal e dos micro-organismos restantes. Recomenda-se que as pessoas lavem as mãos com água e sabão, afinal elas acabam encostando em muitos lugares cheios de sujeira e bactérias ao longo do dia (até mesmo dentro da nossa casa).
Se você não guardar sua escova direito, ela pode ficar exposta ao ar do banheiro. “A pessoa aperta a descarga e aquele aerossol do vaso sanitário vai se espalhar pelo ambiente. Se a escova não estiver protegida, os micro-organismos vão se depositar entre as cerdas”, esclarece dentista.
Por um padrão estabelecido entre dentistas, aconselha-se trocar as escovas a cada três meses, principalmente se as cerdas estiverem desgastadas. Quando estão moles, elas não limpam com a mesma eficiência e a pessoa tende a usar mais força na hora da escovação, o que só prejudica a limpeza bucal. “A troca de escovas é relativa, mesmo sendo um padrão. Tudo depende da forma como o individuo escova os dentes. Se ele usa muita força, as cerdas se desgastam mais rápido”, informa profissional.
Por mais que isso pareça óbvio, é recorrente alguém esquecer a escova e, em uma pernoite na casa de um amigo, pedir a dele emprestada. Escovas são de uso pessoal e intransferível. Você não sabe as bactérias que a boca do outro pode carregar.
Fonte: MSN Saúde